No início da década de 50 o transporte de cargas rodoviárias representava 40% do total de cargas transportadas, mas a década de 60 apresentou um crescimento surpreendente em função da chegada de montadoras e dos subsídios sobre os combustíveis.
Outro fator que contribuiu para o aumento da participação do transporte de cargas rodoviárias no transporte de cargas no país foi o baixo incentivo e investimento nos demais modais de transporte de cargas.
A concentração da utilização do transporte de cargas rodoviárias se acentua no estado de São Paulo, tendo 93,3% de sua riqueza sendo transportada pelo modal rodoviário.
Normalmente, países com dimensões continentais, como é o caso do Brasil, possuem maior equilíbrio entre a utilização dos modais, barateando custos e preservando toda a infra-estrutura necessária para o transporte de cargas.
As empresas e profissionais ligados ao setor enfrentam problemas dos mais diversos, desde a segurança, ameaçada pelos constantes roubos de cargas, alto custo de manutenção dos veículos em função das péssimas condições de conservação das estradas, alto preço dos pedágios, preço dos combustíveis, entre outros, que penalizam o transporte de cargas rodoviárias
A facilidade apresentada para a oferta de serviços de transporte de cargas rodoviárias é outro problema. A informalidade no setor gera uma concorrência desleal entre empresas transportadoras e profissionais autônomos, pela falta de fiscalização sobre os veículos em trânsito por parte do poder público.
Apesar da importância vital do setor de transporte de cargas rodoviárias no desenvolvimento do país nada aponta para uma mudança significativa no panorama atual.